Ao se falar da Crise de 29, muitos leigos no assunto se referem a ela como uma crise dos Estados Unidos, isolada, que afetou apenas a nação estados-unidense. Porém, ao analisarmos um acontecimento como este, devemos medir suas proporções alarmantes sobre vários outros países que também foram afetados pela crise, inicialmente, americana.
Tudo começa com o fim da Primeira Guerra mundial, em 1918, quando os Estados Unidos mudam de patamar econômico, deixando de ser devedores para se transformar em um dos principais credores da economia mundial, o dinheiro americano começa a circular em diversos países. Eles expandem suas industrias ao ponto de reter em suas mãos praticamente um terço de todos os produtos industrializados que percorriam o mundo e começam a espalhar pelo mundo o lema “american way of life”.
O país acaba então por se tornar cada vez mais eufórico, o que era refletido no comportamento do seu mercado de ações. Cidadãos que começavam a investir grande parte de suas economias no setor de ações, esperavam que a economia sustentasse patamares de crescimento constantes, mas o grande problema foi que a população norte-americana parecia acreditar que seu país não mais reconhecia limites, o que depois provou-se uma ilusão.
O governo norte-americano não enxergava a necessidade de interferir nessa incessante onda especulativa. Com o passar do tempo, a capacidade de consumo dos norte-americanos passou a ser superada pela enorme quantidade de mercadorias produzidas pelas indústrias o que resultou numa grande especulação financeira sobre empresas que só ampliavam suas vendas e mercados.
Logo, em 1928 a “bola de neve” acabou por tomar dimensões gigantescas, e a crise financeira começou a se manifestar quando o preço das mercadorias acumuladas começou a despencar e as empresas se viram forçadas a reduzir seu quadro de funcionários. Então, no dia 24 de outubro daquele ano, uma avalanche de ofertas e a ausência de compradores sentenciaram a quebra da Bolsa de Nova York.
Com essa quebra da bolsa de Nova York, muitos que possuíam investimentos nos Estados Unidos, ou seja, quase todo o mundo, tiveram perdas consideráveis em sua economia por subseqüência. Ocorreu uma reação em cadeia das economias mundiais em função da quebra de Nova York e todo o mundo foi prejudicado por uma negligência financeira do governo dos EUA em relação à área financeira.
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