Brasil, país exportador de café, dono do comércio do café mundial em 1910, 1920. Certo?
Talvez sim, mas tambem era o país que produzia excessivamente, descontinuadamente e que teve a total condição de desvalorizar totalmente o seu produto, vejamos, em 1920, o Brasil produzia 21 milhões de sacas, para um consumo mundial de 22 milhões!
Tudo isso contribuiria para entrar em crise, não é mesmo? Certamente que sim, após o ano de 1920, o governo precisava comprar sacas de café e guardar em depósitos ou queimar para valorizar o produto.
Mas adivinhem quem era o maior comprador de café do Brasil? Sim, eles, os Estados Unidos. E agora, adivinhem quem não tinha nem 1 centavo para investir em compras de sacas de café brasileiro? Sim, eles, os Estados Unidos.
Durante a famosa crise de 1929, podemos dizer que tomar café nos Estados Unidos não passava de luxo, eles não tinham dinheiro nem para suprir as necessidades básicas, milhares de famílias jogadas ao desemprego, à pobreza, milhares de fábricas paradas por total falta de recursos, quem vai conseguir tomar um café num momento crítico desses? Ou melhor, quem vai ter dinheiro para comprar café num momento crítico desses.
E por causa dessa crise muitas familias agrárias do Brasil perderam tudo que tinham, tiveram de desistir da vida do café, desistir dessa produção exagerada, desordenada, que por fim, gerou a desgraça.
E então, aceita um café?
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