quarta-feira, 29 de junho de 2011
O novo acordo, a nova esperança
Para solucionar este grave cenário, foi criado O New Deal, nome dado à série de programas implementados nos E.U.A. entre 1933 e 37, sob o governo do Presidente Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana, e assistir aos prejudicados pela Grande Depressão. O nome dessa série de programas foi inspirado no Square Deal, nome dado pelo anterior Presidente Theodore Roosevelt à sua política econômica.
Foram medidas tomadas pelo governo:
* Investimento maciço em obras públicas;
* Destruição dos estoques de gêneros agrícolas a fim de conter a queda de seus preços;
* Controle sobre os preços e a produção, para evitar a superprodução na agricultura e na indústria;
* Diminuição da jornada de trabalho para possibilitar a criação de turnos.
Por meio destas, os chefes de Estado visavam maior controle sobre instituições financeiras e econômicas, além de geração de empregos, aumento do mercado consumidor e aumento do poder de negociação dos trabalhadores para facilitar a defesa dos novos direitos instituídos, conseguindo assim uma acentuada recuperação econômica.
Aceita um café? Desculpe, estou quebrado.
Talvez sim, mas tambem era o país que produzia excessivamente, descontinuadamente e que teve a total condição de desvalorizar totalmente o seu produto, vejamos, em 1920, o Brasil produzia 21 milhões de sacas, para um consumo mundial de 22 milhões!
Tudo isso contribuiria para entrar em crise, não é mesmo? Certamente que sim, após o ano de 1920, o governo precisava comprar sacas de café e guardar em depósitos ou queimar para valorizar o produto.
Mas adivinhem quem era o maior comprador de café do Brasil? Sim, eles, os Estados Unidos. E agora, adivinhem quem não tinha nem 1 centavo para investir em compras de sacas de café brasileiro? Sim, eles, os Estados Unidos.
Durante a famosa crise de 1929, podemos dizer que tomar café nos Estados Unidos não passava de luxo, eles não tinham dinheiro nem para suprir as necessidades básicas, milhares de famílias jogadas ao desemprego, à pobreza, milhares de fábricas paradas por total falta de recursos, quem vai conseguir tomar um café num momento crítico desses? Ou melhor, quem vai ter dinheiro para comprar café num momento crítico desses.
E por causa dessa crise muitas familias agrárias do Brasil perderam tudo que tinham, tiveram de desistir da vida do café, desistir dessa produção exagerada, desordenada, que por fim, gerou a desgraça.
E então, aceita um café?
terça-feira, 28 de junho de 2011
A depressão popular, o trabalhador, a busca singular...
A situação é gravíssima, para não dizer assustadora. Gastar com papel e tinta para escrita já seria considerado por muitos em nossa cidade um crime, porém a necessidade de registrar essa dor é maior que a força remanescente para buscar alguma renda...
Imagine-se miseravelmente poupado de gêneros primários, como alimentos, roupas e abrigo. Imagine-se em busca desesperada por emprego. Agora tente enxergar a solução dos problemas, uma fábrica de tecidos com vagas para trabalhadores por exemplo, completamente parada devido a total falta de recursos.
Esta tem sido a realidade de milhares de pessoas em todo o país. Enquanto o governo decreta corte em qualquer tipo de gasto supérfluo - como se houvessem recursos para serem gastos - a população migra de cidade em cidade pedindo carona em trens de carga, aceitando qualquer oferta de emprego possível. Trabalhadores rurais, principalmente jovens, saem do campo e deixam suas individadas famílias para tentar a sorte nas cidades, onde cada vez mais empresas declaram falência por falta de mercado. Um paradóxo sobre o qual a grande massa não consegue mais refletir, começando a culpar os chefes de estado por tamanho desnorteamento econômico. Inclusive agora os automóveis, puxados por animais devido a falta de combustível, são chamados de Bennett Buggies em homenagem ao excelentíssimo Primeiro-Ministro Richard Bennett.
Por fim, subnutridos lotam aglomerações sem higiene esperando alguma ajuda advinda dos céus. Porém os céus americanos se esqueceram do seu povo. Não há mais trabalho, não há mais fuga, não há mais luz. E cada vez mais racionado, até o céu parece apagar-se diante da grande depressão...
Crise dos EUA? Não, crise global.
Ao se falar da Crise de 29, muitos leigos no assunto se referem a ela como uma crise dos Estados Unidos, isolada, que afetou apenas a nação estados-unidense. Porém, ao analisarmos um acontecimento como este, devemos medir suas proporções alarmantes sobre vários outros países que também foram afetados pela crise, inicialmente, americana.
Tudo começa com o fim da Primeira Guerra mundial, em 1918, quando os Estados Unidos mudam de patamar econômico, deixando de ser devedores para se transformar em um dos principais credores da economia mundial, o dinheiro americano começa a circular em diversos países. Eles expandem suas industrias ao ponto de reter em suas mãos praticamente um terço de todos os produtos industrializados que percorriam o mundo e começam a espalhar pelo mundo o lema “american way of life”.
O país acaba então por se tornar cada vez mais eufórico, o que era refletido no comportamento do seu mercado de ações. Cidadãos que começavam a investir grande parte de suas economias no setor de ações, esperavam que a economia sustentasse patamares de crescimento constantes, mas o grande problema foi que a população norte-americana parecia acreditar que seu país não mais reconhecia limites, o que depois provou-se uma ilusão.
O governo norte-americano não enxergava a necessidade de interferir nessa incessante onda especulativa. Com o passar do tempo, a capacidade de consumo dos norte-americanos passou a ser superada pela enorme quantidade de mercadorias produzidas pelas indústrias o que resultou numa grande especulação financeira sobre empresas que só ampliavam suas vendas e mercados.
Logo, em 1928 a “bola de neve” acabou por tomar dimensões gigantescas, e a crise financeira começou a se manifestar quando o preço das mercadorias acumuladas começou a despencar e as empresas se viram forçadas a reduzir seu quadro de funcionários. Então, no dia 24 de outubro daquele ano, uma avalanche de ofertas e a ausência de compradores sentenciaram a quebra da Bolsa de Nova York.
Com essa quebra da bolsa de Nova York, muitos que possuíam investimentos nos Estados Unidos, ou seja, quase todo o mundo, tiveram perdas consideráveis em sua economia por subseqüência. Ocorreu uma reação em cadeia das economias mundiais em função da quebra de Nova York e todo o mundo foi prejudicado por uma negligência financeira do governo dos EUA em relação à área financeira.